Leituras do ano – 2012

Se finda mais um ano; o primeiro da minha graduação em História, na USP/FFLCH. O que se espera de um aluno de um curso de humanas é que seja um bom leitor; porém, pelo incrível que pareça não li tantos livros, não todos que queria. Passei os dois semestres, basicamente, lendo fragmentos de livros, os textos de aula, que são recomendados pelos professores. Vou fazer uma breve retrospectiva das minhas leituras, mas apenas menções dos livros. Não pretendo resenhá-los, nesta postagem, talvez, numa outra oportunidade.

 

Andrés Torres Queiruga, Recuperar a Salvação: por uma interpretação liberadora da experiência cristã, São Paulo: Paulus, 1999, 2ª edição 2005.

Andrés Torres Queiruga, Creio em Deus Pai: O Deus de Jesus como afirmação plena do humano, São Paulo: Paulus, 1993, 2ª edição 2005.

Andrés Torres Queiruga, Recuperar a Criação: por uma religião humanizadora, São Paulo: Paulus, 1999, 2ª edição 2003.

Andrés Torres Queiruga, O que queremos dizer quando dizemos “Inferno”, São Paulo: Paulus, 1996, 2ª edição 2008.

Rui Luis Rodrigues, Realização do homem, realização de Deus: ensaios de teologia e espiritualidade, São Paulo: Reflexão, 2009.

Rui Luis Rodrigues, Obra secreta da lembrança, São Paulo, 2010.

Ricardo Gondim, Pensando fora da caixa, São Paulo: Fonte Editorial, 2010.

Laura de Mello e Souza, O diabo e a terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil colonial, São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

Laura de Mello e Souza, Desclassificados do Ouro: A pobreza mineira no século XVIII, Rio de Janeiro: Edições Graal, 4ª edição revista e ampliada, 2004.

Matthew Restall, Sete mitos da conquista espanhola, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

Ariano Suassuna, Auto da Compadecida, Rio de Janeiro: Agir, 2005, 35ª edição, 17ª reimpressão, ilustrações de Romero de Andrade Lima.

Karl Marx e Friedrich Engels, Manifesto do Partido Comunista, São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2012.

Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno, Porto Alegre: L&PM, 2007.

Eu li razoavelmente pouco, a maioria são de teologia, dívida da minha antiga graduação e fruto do incentivo dos meus amigos, padrinho e sem dúvida, da minha grande paixão pelo tema.

Em 2013, pretendo ler mais literatura, mas sem abandonar a teologia e a história. Porque é pra isso, que esse blog foi criado.

O Deus que deve morrer

O maior acontecimento recente – o fato de que ‘Deus está morto’, de que a crença no Deus cristão perdeu o crédito – já começa a lançar suas primeiras sombras sobre a Europa. Ao menos para aqueles poucos cujo olhar, cuja suspeita no olhar é forte e refinada o bastante para esse espetáculo, algum sol parecer ter se posto, alguma velha e profunda confiança parece ter se transformado em dúvida: para eles o nosso velho mundo deve parecer cada dia mais crepuscular, mais desconfiado, mais estranho, ‘mais velho’. […] De fato, nós filósofos e ‘espíritos livres’, ante a notícia de que ‘o velho Deus morreu’ nos sentimos como iluminados por uma nova aurora; nosso coração transborda de gratidão, espanto pressentimento, expectativa – enfim o horizonte nos aparece novamente livre, embora não esteja limpo, enfim nossos barcos podem novamente zarpar ao encontro de todo perigo, novamente é permitida toda a ousadia de quem busca o conhecimento, o mar, o nosso mar, está novamente aberto, e provavelmente nunca houve tanto ‘mar aberto’. ” [1] – Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, que proclamou a crítica mais forte e ácida à fé cristã, cujas palavras ecoam até hoje nos livros, nos pensamentos e nas bocas. Ele está entre os filósofos mais demonizados pelos cristãos, por proclamar uma incompreendida “morte de Deus”. O meu pretensioso desejo, nas linhas a seguir, é compreender que ele estava certo, o deus que ele cria, ou descria, ou melhor, condenava, deveria morrer, aliás, deve morrer, porque vive até hoje.

Não pretendo ser original neste texto. Na verdade, nunca tive tal desejo em nenhum dos meus textos. Muitos autores já disseram o que quero aqui, listá-los todos seria impossível. Deixo as minhas considerações, a respeito desse tema e também minha ínfima contribuição, se comparado a tais pensadores.

Pra chegar até Nietzsche, suas declarações e em todos os críticos do cristianismo de seu tempo, é preciso antes percorrer um longo caminho de mais de um século. Caminho que molda o cristianismo tornando-a uma religião forte caráter burguês.

Esta viagem começa no século XVIII na Europa e o movimento filosófico das Luzes, Ilustração ou Iluminismo, como queiram chamá-lo. Os filósofos deste período desenvolveram os ideais de cidadania, igualdade entre todos os seres humanos e liberdade de pensamento. Tais teorias e ideais tiveram a sua prática na chamada Revolução Francesa, em 1789. O desejo ardente dos revolucionários eram os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade e isso parecia mais possível do que nunca; o desejo de tornar todo cidadão importante, sujeito de si, do seu próprio futuro, não mais e nem menos importante que os outros. Essa revolução contava com o apoio do povo e até mesmo alguns membros do clero e teólogos.

Porém o que se viu por parte da instituição eclesiástica foi o contrário. Altamente estratificada, com suas hierarquias engessadas, seu corpo já institucionalizado e cheia de privilégios e poder para com o rei, a Igreja então se situou contra esse movimento.

Com o tempo, a Revolução que tinha ideais libertadores e propostas de “universalização” da sociedade, passou a ter caráter marcado pela ascensão de uma classe social, a chamada burguesia, que já estava presente há muito tempo, mas que ganharia mais espaço a partir deste movimento. Esta classe social se colocava entre o povo, que eram os camponeses, marcados pela pobreza, e a nobreza, cujos membros tinham tal título a partir de sua família, ou seja, o indivíduo nascia nobre, jamais se tornava nobre e estes sempre estavam debaixo das asas dos reis. Voltemos à burguesia. Estes, a partir da abertura criada pela revolução, cresceram subindo nos ombros de outras pessoas, do povo. Com seu crescimento aos poucos a nobreza, que tinha grande importância para a monarquia neste período, vai perdendo espaço até o seu fim acompanhado com o da monarquia, até que então a burguesia se consolida.

Tais mudanças culminariam no século XIX com a estabilização do capitalismo industrial e de seu principal aliado, o Liberalismo. Esta corrente do pensamento econômico foi fundamental para o fortalecimento desta classe social em crescimento, porque a base de suas doutrinas é: a propriedade privada e o governo limitado. Este segundo item se refere a não intervenção do Estado na economia: o Estado deve estar submetido ao mercado, às relações econômicas, pois a ação do Estado sempre é prejudicial à liberdade humana, visto que tais relações, para tais pensadores, sempre optam pelo bem comum e trabalham para o progresso. A história já provou que esse pensamento é no mínimo inocente e imbecil, o liberalismo tinha seus dias contados, na crise da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929, mas isso é apenas uma curiosidade, não vem ao caso agora.

A partir dessa mudança no cenário socioeconômico da Europa as transformações ocorridas na igreja não tardariam a acontecer. Ela passaria a se relacionar com essa burguesia e esse novo sistema econômico que tomaria o espaço do universo europeu. A igreja tomou a forma de sua sociedade, entrou no jogo do capitalismo e tomou o partido das classes altas em detrimento dos pobres. A tradição bíblica e teológica foi impregnada com o espírito burguês. Prova disso são inúmeros sermões, em que os pregadores afirmam que os pobres existem para que os ricos possam se santificar dando esmolas, e aqueles se santificam agradecendo as migalhas[2].

A Igreja cristã se posicionou de duas formas diferentes em frente desse sistema econômico, o Liberalismo. O Catolicismo, no âmbito institucional, se projetou de forma bem reacionária, por rejeitar a questão do lucro e outros pontos que não cabem no limite deste texto. A reação se expressa pela Syllabus, do papa Pio IX, em que ele deve condenar quem diz que:

“o Romano Pontífice pode e deve reconciliar-se com o progresso, com o liberalismo e com o novo estilo de sociedade”[3]

Já a posição do Protestantismo foi totalmente distinta do catolicismo. Ele já nasceu no seio da burguesia. Com seu desenvolvimento e crescimento, foi identificando-se com a sociedade capitalista europeia que estava nascendo e se fortificando. Esse casamento entre capitalismo e protestantismo rendeu algumas peculiaridades. Suas práticas, incentivadas por diversos sermões pregados na época, eram supervalorizadoras da realização do trabalho, compreendido como obra de Deus. Com isso valorizava-se todo o esforço pelo salário, o lucro, sempre entendidos como bênção de Deus e que deveria ser reinvestido para a geração de mais lucro ainda. Em detrimento a isso, havia na disposição das práticas destes cristãos o desprezo muito forte pelas artes, pelo luxo, pelo descanso, a ponto de um sociólogo constatar essa realidade:

O ‘descanso eterno dos santos’ está no Outro Mundo; na terra o ser humano tem mais é que buscar a certeza do seu estado de graça, ‘levando a efeito, enquanto for de dia, as obras daquele que o enviou’. Ócio e prazer, não; só serve a ação, o agir conforme a vontade de Deus inequivocamente revelada a fim de aumentar a sua glória. A perda de tempo é, assim, o primeiro e em princípio o mais grave de todos os pecados. Nosso tempo de vida é infinitamente curto e precioso para ‘consolidar’ a própria vocação. Perder tempo com sociabilidade, com ‘conversa mole’, com luxo, mesmo com o sono além do necessário à saúde – seis, no máximo oito horas – é absolutamente condenável em termos morais […]. O tempo é infinitamente valioso porque cada hora perdida é trabalho subtraído ao serviço da glória de Deus” [4]

Dessa forma que o protestantismo se consolidou no mundo ocidental em suas diversas vertentes: negador dos prazeres, dos desejos, negador da vida. Uma espiritualidade capitalista, que está sempre em busca do lucro, que se nega passar umas horas a mais na cama em um domingo, o dia do Senhor, dia do descanso. Deus, no século XIX, tomou a face de um dono de fábrica, que fica feliz quando seus filhos produzem e entristecido quando desfrutam a vida.

Em seu desejo de afirmarem-se como cristãos, seguidores de diversos mandamentos morais que em si não serviam de nada, recebem uma denúncia de Proudhon, um filósofo anarquista, nas palavras do teólogo Andrés Torres Queiruga:

Proudhon, por exemplo, expressou-o com energia, denunciando igualmente a manipulação da igreja pelos interesses burgueses e a cegueira dos cristãos que não viam nada mais além do moralismo de superfície. Deste modo ‘se equivocam como ateus’, por assim dizer. Pois, como ele afirmava com certeiro instinto teológico, ateu não é quem luta pela igualdade e pela justiça ou busca a perfeição do homem; o verdadeiro ateu é aquele que ‘não quer ouvir falar do direito ao trabalho, abusa da providência, adora a fatalidade e faz da religião instrumento de política: este é o materialista e o ímpio’.” [5]

É neste contexto que Nietzsche pronuncia estas palavras, cheias de exaltação e de uma alegria irônica, diante de uma sociedade esquecida dos pobres, alienada em si mesmo, cheia de si, dona de um falso moralismo. O próprio filósofo em sua vida se posiciona contra esse espírito burguês negador da sexualidade, pois morreu sifilítico, adquirido por tanto andar pelos bordéis. Este Deus para qual Nietzsche pronuncia a sentença de morte, é alienador, repressor dos desejos humanos, da vida, da liberdade, dos relacionamentos humanos, de tudo o que é bom. Ele já está morto e deve morrer a cada dia. Este filósofo parte de sua vida foi cristão e o “deus” apresentado a ele infelizmente foi esse, impossível de ser amado e crido, razão para a sua descrença.

O problema do nosso autor é que ele não conheceu o verdadeiro Deus: o Abbá de Jesus, o Pai-Mãe, cheio de graça e vida. O Deus que está interessado no bem estar humano, que sempre está animando-o a prosseguir, mediante os problemas da vida, que o incentiva a fazer planos, construir sua história, amar a vida, a si e também ao outro, não é o deus morto por Nietzsche. Este matou senão o “Grande egoísta cósmico” [6], sugador de toda felicidade, toda vida humana, o vampiro de nossa alma.

Nossa imagem de Deus deve ser alimentada em Jesus. Ele sim nos mostra quem verdadeiramente Deus é; e esse Deus é Pai! “O grande alvo do pai não é levar o filho a gravitar em torno de si mesmo, mas ajudá-lo a encontrar sua plena realização como ser humano” [7]. Este deus apresentado por Nietzsche é impossível crer, porque ele é pior que nós, sendo assim, só pode ser o diabo [8].

Quando se vai descobrindo deveras o rosto verdadeiro do Senhor, surge esse lado obscuro como sua deformação pelos fantasmas humanos: como o negro e fantasmagórico, que deve ser eliminado à medida que a experiência religiosa avança em profundidade e pureza. Nós podemos ver ambíguo a Deus: bom por um lado e ameaçador por outro, clemente e castigador, fascinante e pavoroso; mas ele é unívoco: “sim sem possibilidade de não” (2 Co 1:17-9), amor sem castigo, perdão sem limites nem condições” [9]

Deus é na verdade o grande companheiro que ilumina o assombro de existir e alimenta a confiança mais radical na aventura da vida” [10]

Deus não é, com efeito, nada ‘religioso’, porque, se religião é pensar em Deus e servir a Deus, o Abbá de Jesus não pensa em si mesmo nem busca ser servido. Ele pensa em nós e busca exclusivamente nosso bem: não quer ‘servos’ nem deseja ‘incensários’ que proclamem sua glória. Busca-nos a nós mesmos, deseja a nossa existência e nossa felicidade.” [11]

Pois Cristo mostra-se assim, exclusivamente, como a entrada de Deus na história sofrida do ser humano, com o único fim de ajudá-lo, libertá-lo e salvá-lo.” [12]

Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” [13]

Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” [14]

É ele [o Senhor] que faz crescer o pasto para o gado, e as plantas que o homem cultiva, para da terra tirar o alimento: o vinho, que alegra o coração do homem; o azeite, que faz brilhar o rosto, e o pão que – sustenta o seu vigor.” [15]

Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos.” [16]

Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. ‘Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.’” [17]

“Comove Deus
A casa que o homem faz para morar,
Deus que também tem os olhos
na cumeeira do mundo” [18]

Creio que o grande número de citações de teólogos, filósofos e poetas foi exaustivo, mas absolutamente necessário para chegar ao destino deste texto: mostrar a graciosidade de Deus e seu amor totalmente voluntário e altruísta, através da tradição bíblica, teológica e a vivencia da fé, que não pensa em si, que é sempre ‘sim’ e nunca o ‘não’, mas está sempre com os olhos em nós e está sempre ao nosso lado, colaborando conosco para que sejamos plenamente felizes e realizados.

Deixamos também neste texto um desafio para a igreja e para a teologia: o diálogo com o mundo. Ouvir o mundo é fundamental, pois os questionamentos são gerados a todo instante. O que se ouve falar de Nietzsche nas igrejas é sempre mal: um ateu perverso, um ímpio ou até um servo do demônio; eu, porém, o chamo de profeta. A tarefa de todo profeta bíblico é compreender o seu presente e lançar juízo para que o povo se converta. Ele compreendeu o seu tempo e se revoltou contra a religião, usou de palavras sinceras e ácidas, para chacoalhar a cabeça dos cristãos. Ou aceitamos o desafio de responder as perguntas do mundo ou certamente a Igreja perderá sua relevância.

A principal tarefa da teologia cristã é a de construir pontes entre a fé e a cultura. Somente através dessas pontes pode ocorrer um diálogo efetivo entre a Igreja e as pessoas de nossa geração. Sem esse diálogo, toda a missão cristã permanece inviável.” [19]

Muitos conhecem a declaração usada como epígrafe do texto: “Deus está morto”, mas desconhecem a bela oração de Nietzsche Oração ao Deus Desconhecido:

“Antes de prosseguir no meu caminho
E lançar o meu olhar para frente
Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti,
Na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração,
Tenho dedicado altares festivos,
Para que em cada momento
Tua voz me possa chamar.

Sobre esses altares está gravada em fogo
Esta palavra: “ao Deus desconhecido”
Eu sou teu, embora até o presente
Me tenha associado aos sacrílegos.
Eu sou teu, não obstante os laços
Me puxarem para o abismo.
Mesmo querendo fugir
Sinto-me forçado a servi-Te.

Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido!
Tu que me penetras a alma
E qual turbilhão invades minha vida.
Tu, o Incompreensível, meu Semelhante.
Quero Te conhecer e a Ti servir.”
[20]

Friedrich Nietzsche – Oração ao Deus Desconhecido

 

Notas:

[1] Friedrich Nietzsche, “343 – O sentido de nossa jovialidade”, In Idem A Gaia Ciência, São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 233-4

[2] Para toda a exposição acerca do aburguesamento da sociedade ocidental, Andrés Torres Queiruga, Creio em Deus Pai: O Deus de Jesus como afirmação plena do humano, São Paulo: Paulus, 2ª edição, 2005, pp. 46-60

[3] Proposição 80 da Syllabus. Tomo a citação de Andrés Torres Queiruga, op. cit., p. 58.

[4]Max Weber, “Ascese e capitalismo”, In Idem A ética protestante e o “espírito” do capitalismo, São Paulo: Companhia das Letras, 2004, pp. 143-4

[5] Andrés Torres Queiruga, op. cit., p. 60

[6] Cito aqui a expressão brilhante usada por Rui Luis Rodrigues, “Realização do homem, realização de Deus”, In Idem Realização do homem, realização de Deus: Ensaios de Teologia e Espiritualidade, São Paulo: Reflexão, 2009, pp. 35-48, expressão citada em p. 36.

[7] Rui Luis Rodrigues, op. cit., p. 39

[8] Rui Luis Rodrigues, op. cit., p. 41

[9] Andrés Torres Queiruga, Recuperar a Criação: por uma religião humanizadora, São Paulo: Paulus, 1999, p. 67

[10] Ibidem, p. 115

[11] Ibidem, p. 81

[12] Andrés Torres Queiruga, Recuperar a Salvação: por uma interpretação libertadora da experiência cristã, São Paulo: Paulus, 2ª edição, 2005, p. 164.

[13] Mateus 7:9-11

[14] Jeremias 29:11

[15] Salmos 104:14-15

[16] 2 Coríntios 8:9

[17] João 10:9-11

[18] Adélia Prado, Oráculos de Maio. Roubo a citação de Rui Luis Rodrigues, op. cit., p. 35

[19] Rui Luis Rodrigues, “Abertura”, In Realização do homem, realização de Deus: ensaios de Teologia e Espiritualidade, São Paulo: Reflexão, 2009, p. 16

[20] Usamos a tradução de Leonardo Boff para a Oração de Nietzsche em http://leonardoboff.wordpress.com/2011/04/01/%C2%A0%C2%A0%C2%A0oracao-de-nietzscheao-deus-desconhecido/, último acesso em 04/09/2012.

A imagem que foi colocada ao lado da epígrafe está presente em Carlos Ruas, Um Sábado Qualquer, São Paulo: Devir, 2011, p. 40 ou também em http://www.umsabadoqualquer.com/144-nietzsche/, último acesso em 16 de setembro de 2012.